9.1.18

Imagens E Eventos Nunca Publicados E Ditos [de 2017]

Parque Bensaúde
Já houve o tempo em que documentava tudo aqui, aquilo que fosse relevante e "bonito". Este blog tem um verdadeiro espólio de eventos e momentos vividos por nós. Mas a conversa vai se repetir [bla bla bla não tenho tempo/paciência como tinha antes], por isso sem grandes rodeios e porquês, listo aqui alguns momentos de 2017, que remotamente foram capturados por uma camâra e não telefone *vejam só*.

2017 não foi um ano de grandes viagens mas foi de alguns feitos. Passamos a maior parte do tempo em Lisboa (exceto marido que viajou diversas vezes aos EUA, e lá vai ele outra vez este início de 2018 *Argh, hello solo parenting again*).

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Quinta da Regaleira, Sintra.
Nasceu a minha terceira filha e vivemos os dias de alegria e cansaço a triplicar por Lisboa e arredores. Já listei no meu instagram os grandes highlights do ano (aqui) mas sem falar do que foi duro e difícil de aguentar. Já todos sabemos bem que estas coisas da vida virtual não é tudo o que se pinta, mas ando aqui para me inspirar e inspirar outros e não para falar tanto de obstáculos e angústias e dificuldades. Como disse acima: só o bonito e relevante aqui para mais tarde recordar com sorriso. Como às vezes as regras são para ser quebradas, vamos arrojar hoje (um bocadinho) e falar do menos "bonito". Cru e duro.
Mas sinceramente, nada de muito grave ou complicado que uma boa dose de sono não cure. Eu sei que há muitos problemas mais graves na vida e o estar cansado e deprivado de sono parece tão irrelevante, mas só mesmo quem passa por isto sabe como pode afetar TANTO um estado mental e físico claro. Fica-se mais suscetível a irritabilidades, a confrontos, a zangas, sem paciência, etc, etc...

Aldeia da Mata Pequena || Tantos passeios lindos com a Miriam - um dia publico aqui um best off de todos aqueles que fotografei com ela.
Quis eu dedicar-me a fundo a voltar a ser ativa fisicamente e exercitar para pôr fora de mim, este peso de gravidezes seguidas. Falhei. Sei que uma alimentação leve e umas endorfinas a bombar no sistema ajudariam a levar uma vida mais alegre e solta. Mas falhei. Olho-me ao espelho e não vejo a mesma Joana de todo. O trabalho duro de criar crianças e cuidar de uma casa (sem empregada), e de orientar projetos, e agendas de todos, e mil e uma tarefas diárias, só contribuem ainda mais para o estado debilitado.
Eu, sinceramente devia estar quieta e não escrever este post pois a noite mal dormida de ontem (outra vez claro), leva-me a este discurso mais derrotista. Mas acho que deitar cá para fora estas maleitas todas, aliviam um pouco do peso duro de ser mãe, mulher, empreendedora... E que se lixe discursos bonitos e floreados. Estou cansada e sinto-me um caco. Pronto, está dito.

As miúdas estão bem e energéticas e sou obviamente muito grata a isso tudo. Saúde ACIMA de tudo e todos. O resto lá se compõe um dia. *Vizinhos, se estão a ler isto, peço desculpa pelos gritos diários matinais destas irmãs que embirram muito umas com as outras*

Um dia na praia da Costa da Caparica

Ai mas os "infectários", isso sim, leva a um discurso para outro post. Porquê tantas doenças constantemente?? *eye roll*.
As babes vão bem. Cheias de energia... principalmente a do meio. Personalidade forte que não gosta de ser contrariada e esguicha a toda a hora *socorro*. Fico a torcer que seja só esta fase dos dois anos. Please, que passe rápido. Ou não passa?
Não sabia de todo o que era ter dificuldades com crianças. Se bem que pelo meu terapeuta (sim, ando a fazer terapia e acho que todos o deviam fazer na vida), ela é que é a "normal" e saudável! "Ah grita e resmunga com tudo? Boa, tem voz e sabe o que quer na vida".
A filha mais velha era de uma tranquilidade e facilidade de poder: dar de comer, vestir, passear, andar de carro sem gritos, DORMIR e doravante. Fomos "mal habituados" nesta coisa de parentalidade sem obstáculos. Mas agora vejo que isso não era a norma e eu não sabia o que era a norma. - Mas há norma? - Tenho enfrentado este papel de mãe sem livros, sem estudos e sem regras. Vou com a onda: às vezes com mar flat e tranquilo, e outros com ondas gigantes, assustadoras e tempestuosas.  


Parque da Serafina - Babe2. Sabe o que quer e para onde vai e tira todo o proveito disso - A deliciar-se e a lambuzar-se com um gelado. Os únicos minutos em que ela parou.
Uma das coisas que mais ambiciono fazer daqui para a frente ou chamar-lhe de resolução vá, é simplificar. Voltar ao básico. Tentar levar uma vida mais minimalista desprovida de demasiados exageros e estímulos. Muita informação e dessarumo a entrar numa cabeça como a minha que é provida de um bocadinho de obsessão com a perfeição, leva-me a um maior desgaste. Estar mais desligada para poder estar ligada comigo mesma e com os outros. Coisas simples como: espaço com menos tralhas, voltar a por um despertador no quarto e deixar o telefone fora, LER (quero tanto voltar a isto. Tanto), tirar mais fotografias analógicas e procurar aquilo que mais me inspira, menos tecnologia e mais natureza...Ser mais "eu" e menos aquilo que pensam que sou. Ter mais tempo para mim!


Brugata Landhandleri  - Um dos projetos do meu irmão em Oslo
 
Ahhh, e viajar. Viajar. Que saudades. Não há nada mais enriquecedor do que conhecer o mundo e pôr tudo numa outra perspetiva. Sentimos os pés bem assentes na terra. Viver mais experiências e menos "coisas". O ano passado já consegui um pouco entrar neste minimalismo de comprar apenas o mínimo e essencial e reservar as energias para aquilo que interessa mesmo. Eu sei que tenho que ser menos dura comigo mesma pois acabei literalmente de ter bebés e precisam tanto da mãe e eu delas, mas um dia volto à carga. Carga de viajar, claro.
Fui no entanto a Oslo de fugida, um fim de semana para visitar o espaço das fotografias acima.. Um dia publico aqui um post sobre este projeto do meu irmão...

Monsanto, num final de dia, à fresca e com pouca luz.

E por falar em projetos, temos uns na manga. Já andei a fazer um "tease" no instagram. Eu sei que estas coisas de tease são uma parvoíce e uma chatice! Porque é que não é logo dito, caramba!? Se não é para dizer então não o digam. Têm toda a razão. Mas quando as coisas estão ainda em estado muito embrionário e à mercê de terceiros e aprovações, o ideal é estar mais hush-hush.
É algo muito giro (a nossos olhos) e vai nos levar de volta à terra. Que saudades que tínhamos... Lá está, voltar ao básico. Afinal ser básico é mais complicado e enriquecedor do que se julga.

2017 trouxe à tona um projeto em paralelo e mais por paixão - as minhas cestas, como já muitos sabem. Esse vai continuar ainda em 2018 e dá-me imenso prazer fazê-lo.

Babe3 - a boneca careca cheio de boa disposição.
A querer terminar agora este extenso desabafo em que tento pôr de fora mais sobre a verdadeira pessoa que está por detrás deste blogue - já lá vão tantos anos aqui que estava na hora - e por isso quero tocar neste assunto de meios sociais. Fala-se tanto agora do que é que andamos a depreender disto tudo, destes meios e muitos estão a começar a cair num buraco negro em que a criatividade foi sugado ou já nada lhes entusiasma.
Acredito que às vezes o que é demais, enjoa. Felizmente não me deixo afetar demasiado pelo que circula e tudo isto (blogue e instagram) é o meu diário visual... Aqui não se aprende grande coisa ou às vezes não tenho muito que entregar, a não ser imagens do nosso quotidiano, viagens, vivências e momentos marcantes para registar e posteriormente recordar. É só mais um espaço de alguém neste mundo internauta que aprecia um bom detalhe e oportunidade fotográfica. 
Por isto tudo quero também voltar a fotografar mais do que gosto e menos do que os outros querem ver.

Natal 2017 - e não é que não fiz nenhum post sobre esta época?
Obrigada mais uma vez por terem acompanhado visualmente (e oh minha nossa, por terem lido até aqui), este diário.

Agora 2018... bem, enquanto Janeiro não passar e este peso do "e agora? e que "página da vida escrevo agora?", e "quando é que volto a dormir para ter mais animo e criatividade e força e parar de procrastinar?" É que não há mesmo tempo a perder com isto tudo :)
Já todos sabemos como tudo passa a correr, e como passa....
Quero passar a gostar mais de mim, a ter mais tempo para mim, a cuidar mais de mim... Nada disto de vida faz sentido se não formos felizes connosco próprios. Pais felizes, crianças felizes. Ah, e quero passar a tirar mais fotografias de mim, mesmo que olhe para elas e diga "ai, estás a ficar velha e cansada Joana". Mais fotografias com as minhas filhas também, já agora, e daquelas impressas e postas em álbum.

Deixo aberto a possibilidade de fazerem perguntas se acharem interessante quererem saber de mais detalhes.

Olá 2018! Estou a contar que sejas bonzinho connosco. Até já.

xoxo - Jo

Viagem até ao norte profundo, à terra Transmontana. A fazer um post destes dias de verão para breve

4 comentários:

Sofia Ferreira disse...

Gostei tanto deste posr Joana! Estamos em sintonia.
Beijinhos, feliz 2018!!

Analog Girl disse...

Acho tão engraçado notar que há cada vez mais a tendência para simplificar, reduzir, desligar. Estou num lugar parecido com o teu, quero ter tempo para mim, gostar de mim, dedicar-me a mim e aos meus e retirar da minha vida o que é acessório, e cingir-me ao essencial. E eu só tenho um filho, não sei como te entendes a braços com as tuas três miúdas (giras giras).
Que 2018 seja meiguinho nesse aspecto e nos dê força e horas de sono para adoptarmos a tranquilidade que procuramos. E muita saúde, sempre. Um feliz ano para ti minha querida.

(E gostei muito de te ler em tom de desabafo, às vezes é preciso, caraças!)

Mariana Pires disse...

❤️ continuas a ser tu...
Falar de nós mesmos é das coisas mais difíceis mas também das mais corajosas! Olhar-nos de fora "só" nos faz mais fortes e melhores no nosso interior ☺️ Bjs amiga! 😘

Anónimo disse...

Ok, venho uuultra tarde deixar comentário mas, curiosamente, ando também eu numa busca afincada por inspiração, por simplicidade e por essência!
Vai que encontrei neste post com tantos meses uma lufada de ar fresco!
A honestidade é tão pura... gostei mesmo muito!
Não sou mãe ainda (estou a tratar disso) mas sou empreendedora/empresária senti-me em muitas das tuas palavras!
Acrescento apenas o medo de não conseguir cumprir a tudo o que me propus!
Obrigada pela transparência!

Espero, de coração, que 2018 tenha amansado e que seja sempre a melhorar!
Um beijinho
Cecí

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